sexta-feira, 19 de abril de 2013

IMITAR O BOM PASTOR

Santa  Maria Eufrasia Pelletier


“Sois destinados a serem outros bons pastores”.

Jesus Cristo, o Bom Pastor, é o verdadeiro modelo que devemos esforçar-nos por imitar para adquirirmos a perfeição do nosso estado. Pois que Ele se dignou associar-nos a sua obra, e nos pôs, por assim dizer, em seu lugar no redil em que reuniu tantas ovelhas infelizes, nós por nossa parte havemos de formar-nos no seu espírito, e viver da sua mesma vida. Nenhum bem fareis, meus queridos filhos, nem tereis o espírito da vossa vocação, se não vos revestirdes dos pensamentos, sentimentos e afeições do Bom Pastor, do qual deveis ser vivas imagens. Ora, que é que Jesus Cristo diz de Si mesmo? Eu vim para salvar o que estava perdido (Lc. 19,10).

E o que fez Ele? Foi atrás dos pecadores com solicitude paternal, suportando toda a sorte de fadigas para os atrair a Si. Recordai-vos da inefável bondade com que acolheu Madalena. Vede-O sentado a beira do poço de Jacó. Está fatigado, e descansa um pouco. É que espera uma alma; quer converter a Samaritana. Considerai-O após a Ressurreição, sempre no seu ofício de Bom Pastor, indo atrás das duas ovelhas que deixavam descoroçoadas e tristes, Jerusalém, a cidade da paz, para ir a Emaús, terra de confusão. Introduziu-se na companhia de dois discípulos de alma consternada e fé vacilante. Caminhava com eles, nem mais depressa nem mais devagar, tomava parte na sua conversa, acomodando- se a sua fraqueza, para instruí-los e iluminar lhes as trevas do espírito.

Eis, queridos filhos, o exemplo que devemos seguir, pois, por vocação, deveis tornar-vos bons pastores, e tendes de imitar a abnegação e espírito de caridade e de zelo do próprio Jesus Cristo. Como Ele, deveis ir a Emaús a procura das ovelhas que fogem, e cumprindo junto delas o oficio de bom pastor, haveis de reconduzi-las ao redil. É difícil! tal tarefa, mas é grande, nobre e divina aos olhos da fé. Não deveis nunca desalentar com os obstáculos.

É Deus que algumas vezes os põe diante de nós para estimular o nosso zelo, quando somos tentados de tibieza. O objeto dos nossos pensamentos, desejos, palavras e ações, devem ser a salvação das nossas queridas ovelhas, a exemplo do Salvador, cujos pensamentos, desejos, atividades e trabalhos não tiveram outro fim. De resto, as maravilhas que Ele tantas vezes opera nelas, mostram-nos bem claramente quanto Ele deseja a sua salvação. Abrasai-vos, pois, de santo zelo para salvar estas almas confiadas aos vossos cuidados. Seja esta a ocupação da vossa vida. 

Que este pensamento vos siga sempre, na vossa oração para a tornardes mais fervoroso, nas vossas comunhões para inflamá-las com mais vivos afetos, na prática dos vossos deveres para vos abrasar sempre mais no fogo da caridade e do zelo. Não vos esqueçais de que para trabalhar eficazmente na salvação das almas é preciso ser santo, todo de Deus, sem se preocupar consigo mesmo, nem com as criaturas. Jesus Cristo escolheu-nos, associou-nos a sua missão salvadora no meio dos povos, a fim de produzirdes frutos. Mas que frutos? Frutos de conversão e de salvação. É assim que sobre vós atraireis abundantemente as mais amplas bênçãos e graças. Tornai-vos dignos da vossa sublime vocação, por um zelo ardente, ativo, vigilante, e por uma caridade sem limites, tomando sempre por modelo o Pastor dos Pastores.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

O amor de Deus transforma e faz florescer o deserto do nosso coração


Mensagem Pascal do Papa Francisco e benção "Urbi et Orbi"
CIDADE DO VATICANO, 31 de Março de 2013 (Zenit.org)




  Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, boa Páscoa!
            Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões...
            Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, uma esperança despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! Sempre vence a misericórdia de Deus!
            Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. Isso pode realizar o amor de Deus!
            Este mesmo amor pelo qual o Filho de Deus Se fez homem e prosseguiu até ao extremo no caminho da humildade e do dom de Si mesmo, até a morada dos mortos, ao abismo da separação de Deus, este mesmo amor misericordioso inundou de luz o corpo morto de Jesus e transfigurou-o, o fez passar à vida eterna. Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e o fez com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança.
            Eis o que é a Páscoa: é o êxodo, a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem. Porque Deus é vida, somente vida, e a sua glória é o homem vivo (cf. Ireneu, Adversus haereses, 4, 20, 5-7).
            Amados irmãos e irmãs, Cristo morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na nossa vida de cada dia. Quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor a Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar. Mas a misericórdia de Deus pode fazer florir mesmo a terra mais árida, pode devolver a vida aos ossos ressequidos (cf. Ez 37, 1-14).
            Eis, portanto, o convite que dirijo a todos: acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz.

            E assim, a Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz. Sim, Cristo é a nossa paz e, por seu intermédio, imploramos a paz para o mundo inteiro.
            Paz para o Oriente Médio, especialmente entre israelitas e palestinos, que sentem dificuldade em encontrar a estrada da concórdia, a fim de que retomem, com coragem e disponibilidade, as negociações para pôr termo a um conflito que já dura há demasiado tempo. Paz no Iraque, para que cesse definitivamente toda a violência, e sobretudo para a amada Síria, para a sua população vítima do conflito e para os numerosos refugiados, que esperam ajuda e conforto. Já foi derramado tanto sangue… Quantos sofrimentos deverão ainda atravessar antes de se conseguir encontrar uma solução política para a crise?
            Paz para a África, cenário ainda de sangrentos conflitos: no Mali, para que reencontre unidade e estabilidade; e na Nigéria, onde infelizmente não cessam os atentados, que ameaçam gravemente a vida de tantos inocentes, e onde não poucas pessoas, incluindo crianças, são mantidas como reféns por grupos terroristas. Paz no leste da República Democrática do Congo e na República Centro-Africana, onde muitos se vêem forçados a deixar as suas casas e vivem ainda no medo.
            Paz para a Ásia, sobretudo na península coreana, para que sejam superadas as divergências e amadureça um renovado espírito de reconciliação.
            Paz para o mundo inteiro, ainda tão dividido pela ganância de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família.
            O egoísmo que produz o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um, o tráfico de pessoas é a escravidão mais difundida neste século vinte e um.
            Paz para todo o mundo dilacerado pela violência ligada ao narcotráfico e por uma iníqua exploração dos recursos naturais. Paz para esta nossa Terra! Jesus ressuscitado leve conforto a quem é vítima das calamidades naturais e nos torne guardiões responsáveis da criação.
            Amados irmãos e irmãs, originários de Roma ou de qualquer parte do mundo, a todos vós que me ouvis, dirijo este convite do Salmo 117: «Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterno o seu amor. Diga a casa de Israel: É eterno o seu amor» (vv. 1-2).
            Queridos irmãos e irmãs que vieram de todo o mundo a esta praça, o coração do cristianismo, e aqueles que estão conectados através dos meios de comunicação, renovo meus votos: Feliz Pascoa! Leve às vossas famílias e ao vossos países, a mensagem de alegria, de esperança e de paz que todos os anos, neste dia, se renova com força.
            O Senhor Ressuscitado, que venceu o pecado e a morte, seja sustento para todos, especialmente os mais vulneráveis ​​e necessitados. Obrigado pela vossa presença e testemunho de fé!
            Um pensamento e um agradecimento especial pelo presente das belas flores que vieram dos Países Baixos. Para todos, repito com carinho: Cristo Ressuscitado guie a todos vocês e a toda a humanidade por caminhos de justiça, amor e paz”.


sábado, 23 de março de 2013

O CORDEIRO E O PASTOR

Pe. Alessandro de Borbón LC


Ao pensar na palavra “pastor”, vem logo à nossa mente a figura do Bom Pastor, aquele que vela pelas suas ovelhas; que está disposto a deixar as noventa e nove para ir atrás daquela que se perdeu; que coloca a ovelha perdida sobre os seus ombros e a carrega com amor e paciência. O Bom Pastor vive em função das suas ovelhas. São a única preocupação e dedicação. Busca levá-las para melhores pastagens, para onde tiver água. No momento do perigo levanta o seu bastão e o seu cajado para que elas se sosseguem. Protege a cada uma delas. Conhece e chama cada uma por seu nome. Sem dúvida, Jesus é o nosso Bom Pastor que assumiu a nossa condição humana e veio ao nosso encontro. Ele nos leva a uma vida nova, onde podemos encontrar a vida verdadeira e deixar a nossa vida de pecado, os nossos medos e complexos.

Quando pensamos na palavra “cordeiro”, imaginamos a um animal dócil, indefeso, manso, que precisa ser conduzido e protegido. Que fica quieto e vulnerável diante do tosquiador. Cristo nestes dias também de apresentará como manso cordeiro conduzido ao matadouro. Como ovelha muda diante do tosquiador. Ficará calado diante dos que o julgam. Não abrirá a boca quando será maltratado. Suportará tudo sem nenhuma queixa. Como o cordeiro expiatório que era enviado ao deserto carregando sobre si todos os pecados, Cristo carregará sobre si os nossos pecados. Será triturado por causa das nossas iniqüidades. O castigo que nos salva pesará totalmente sobre Ele. E seremos curados graças às suas chagas.

Ser Cordeiro e ser Pastor: missão de Jesus Cristo, missão de todos os sacerdotes. Mas para poder ser pastor, devemos em primeiro lugar sermos cordeiros. A verdadeira missão de Cristo só foi entendida plenamente à luz da sua morte e ressurreição. Somente quando ele se fez cordeiro e se entregou voluntariamente é quando pode chegar ao consumatum est. E começou a ser plenamente pastor universal de todos nós com o seu exemplo e ao dar a sua vida. Não existe melhor amigo que aquele que dá a sua vida pelos amigos (Jo 15,13). O sacerdote começará a ser verdadeiramente sacerdote e pastor quando entender que a sua missão é carregar sobre si as penas dos pecados dos outros. O Cura d´Ars ao dar a penitencia durante a
confissão buscava ser misericordioso e suave com o penitente. Mas era exigente e árduo consigo mesmo, obrigando-se a dar uma penitencia pesada para si em reparação pelo pecado escutado.

Também como manso cordeiro, devemos ser conduzidos ao matadouro e no “martírio branco” da nossa vida ordinária – nas pequenas renuncias (e quantas renuncias devemos fazer todos os dias), nos pequenos oferecimentos e sacrifícios -, devemos aprender a morrer pouco a pouco, dia a dia, às nossas paixões, ao nosso egoísmo e a nós mesmos. Aprendeu sofrendo e obedecer e obedeceu até a morte. Não existe redenção sem morte e ressurreição. Não existe sacerdócio sem cruz. Não existe Cristo e cruz sem Cristo. Levamos cada um a nossa cruz, mas sabemos que é a cruz de Cristo. E é a cruz que nos levará à redenção. Se não pregamos a Cristo e Cristo crucificado, não estaremos cumprindo a nossa missão. Mas sabemos igualmente que depois da cruz vem a ressurreição. Vã seria a nossa fé se não fosse pela ressurreição.

Nesta Semana Santa, vamos fazer a experiência de sermos cordeiros, de oferecermos em sacrifício as nossas vidas para podermos ser bons pastores.


CONSAGRAÇÃO

Senhor Jesus Cristo, Pastor da minha alma. Consagro-me inteiramente a Vós:
Consagro-vos meus olhos para contemplar-vos, meu coração para amar-vos, meus ouvidos para escutar-vos, minha língua para anunciar-vos e minha vocação para imitar-vos.
Entrego-me a vós, para que por mim apascenteis as vossas ovelhas..
Amém.



quinta-feira, 14 de março de 2013

PAPA FRANCISCO: Papa da Misericórdia


Escolhido pela Misericórdia



"Alegrai-vos sempre no Senhor"


"Orai e vigiai para não caires em tentação"


"Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso"

Com o nome de Francisco, o argentino Jorge Mario Bergoglio é o novo papa da Igreja Católica. O anúncio de 'habemus papam' foi feito às 16h14 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13/03).
 
O jesuíta Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires no dia 17 de dezembro de 1936.
Em 1958, aos 22 anos, após o curso no seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus. Foi ordenado padre pelos jesuítas em 1959, aos 23 anos, enquanto fazia teologia efilosofia na Faculdade de San Miguel.
Dez anos depois, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano recebeu a ordenação presbiteral no dia 13 de dezembro. De 1973 a 1979, Bergoglio foi provinciano pela Argentina e a partir de 1980, reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou durante seis anos de sua vida.
O argentino, em 1992, foi ordenado bispo pelas mãos de Antonio Quarracino, Dom Mario José Serra e Dom Eduardo Vicente Mirás. Elevado a arcebispo em 1997, passando a comandar a arquidiocese de Buenos Aires.
O novo papa foi criado cardeal no consistório em 2001, presidido por João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino.

Jorge Mario Bergoglio também foi membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, das Sociedades da Vida Apostólica, do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a América Latina, e da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada. 

Francisco já teve indicação para o cargo desde o conclave que elegeu Bento 16 para a sucessão do polonês João Paulo 2º, em 2005. Já em 2010 o então arcebispo de Buenos Aires, defendeu que a adoção de uma criança deveria ser feita por um casal com uma mãe e um pai e não por casais de mesmo sexo.







sexta-feira, 1 de março de 2013

Irmã Francisca Teresa (Leônia Martin)


Nasceu em Alençon (França), a 3 de junho de 1863, e por 16 meses se debateu entre a vida e a morte. Suas irmãs Maria, Paulina, Celina e Teresa (Santa Teresinha do Menino Jesus) entram para o Carmelo... Esta última no dia da sua Profissão Perpétua faz a seguinte oração ao Senhor: “Meu Deus, fazei que seja Vossa Vontade que Leônia se torne Visitandina. E se ela não tem vocação, eu Vos peço que lha deis. Vós não podeis recusar-me isto!”. Dois anos antes de sua morte, ainda lhe escreve : “ ....no céu rezarei por ti, esteja certa de que não te esquecerei”... e a Maria faz esta confidência: “... após a minha morte farei com que Leônia entre na Visitação e lá ela permanecerá”. Leônia entra no Mosteiro da Visitação de Caen em 1899 e em 30 de junho do mesmo ano recebe o hábito e o nome de Irmã Francisca Teresa. A 2 de julho de 1900, faz a sua doação total. A espiritualidade de São Francisco de Sales tinha marcado profundamente a família dos Martin, seja através de Teresa, como também por suas irmãs mais velhas Maria e Paulina, educadas no Pensionato da Visitação de Mans. Uma sua tia Visitandina, que foi confidente e conselheira da família, com espírito salesiano pregou a mansidão, o abandono e a submissão à vontade de Deus. Leônia se reveste de uma humildade serena, muito alegre nos recreios, coloca sua felicidade a serviço, para agradar sua Comunidade. Plena de delicadeza e cuidados para com as pessoas, sorri para tudo e para todos, irradiando paz e equilíbrio. Ela escrevia: “quero ser pequena... esquecer-me... confiar-me...”. Faleceu no dia 17 de junho de 1941. Os fiéis que usufruíram das suas orações e intercessão afirmam: “... ela será a santa do século XXI, a santa dos pequenos, dos excluídos, dos marginalizados”.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RESPONSÓRIO DE NOSSA SENHORA

 
Se procuras o céu, ó alma,
O Nome de Maria invoca,
Porque a Ela invocando,
Do céu abre-se a porta.
 
Ao Nome de Maria os céus,
Alegram-se, tremem os infernos;
Céu, terra e mares,
Todo o mundo rejubila.
 
As trevas da culpa fogem,
Doenças, dores, feridas,
Caem os grilhões do vencido,
O mar se acalma ao navegante.
 
Ao nome de Maria os céus,
Alegram-se, tremem os infernos;
Céu, terra e mares,
Todo o mundo rejubila.
 
Glória a Maria, filha
Do Pai e Mãe do Unigênito,
Esposa do Espírito Santo,
Pelos séculos do séculos.
 
Ao nome de Maria os céus,
Alegram-se, tremem os infernos;
Céu, terra e mares,
Todo o mundo rejubila.
 
V. Seja bendito o Nome da Virgem Maria
R. Desde agora e pelos séculos.
 
Oremos
Ó Deus todo-poderoso, concedei, nós vos pedimos, que os fiéis alegrando-se com o patrocínio da Santíssima Virgem Maria, por sua materna intercessão, sejam libertados de todos os males na Terra e mereçam chegar às alegrias no céu.
 
Maria, Mãe Apascentadora
Rogai por nós!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

FESTA DA VIRGEM MÃE APASCENTADORA

6º aniversário da invocação: Mater Pasculatrix
 
 
Explicação do Ícone
 
 
Hoje nosso Movimento celebra a festa de sua Santa Mãe e patrona.  A invocação “Apascentadora” é singular e original, pois somente nossa pequena Família invoca a Virgem Santíssima deste modo, por isso temos a missão de torná-la conhecida e amada com esta invocação para que todos quantos se achegarem a Ela experimentem sua bondade, ternura e misericórdia. A invocação é fruto da intuição interior de um de seus filhos no dia 02 de fevereiro de 2008.

Aqui queremos contenplar o Ícone como um elemento de suma importância para a espiritualidade dos Pastoristas; podemos dizer que esta invocação tem o mesmo sentido teologico de mais dois títulos: Divina Pastora e Mãe do Bom Pastor, mas a invocação “Apascentadora” está unida ao ícone e por isso com formas e sentidos diferentes. Vamos fazer uma contemplação da iconografia buscando entender todo o seu conjunto espiritual.

MARIA – A Virgem Maria é a “Mãe” que nós recebemos no momento da oblação do Bom Pastor na Cruz quando ele disse: “Eis aí tua Mãe”(Jo 19.27); em Maria nós contemplamos a maternidade espiritual em nosso favor e por meio dela contemplamos a entrega de Cristo pela humanidade ferida. Maria deve ser para nós Pastoristas acima de tudo como Mãe amorosa, cheia de bondade, ternura e misericórdia; senti-la não de modo distante, mas perto do nosso coração e que vive constantemente atenta a nós com seu doce olhar. No ícone seu rosto é todo bondade, seu olhar é penetrante e ao mesmo tempo expressa uma profunda ternura para com todos nós seus filhos. Segurando o pequeno Bom Pastor e a ovelhinda ela se mostra como “Apascentadora” pelo ato de segurar o próprio Deus e a humanidade. Por acaso uma mulher se esquecerá da sua criancinha de peito? Não se compadecerá ela do filho do seu ventre?(Is 49,15), esta é a imagem que nos é transmitida e que devemos amar. Maria é apascentadora não somente de Jesus em todas as fazes de sua vida como também continua sendo de todos os seus filhos; não é ela uma mãe indiferente, mas sente os anseios e sofrimentos de seus filhos.

JESUS – Mesmo ainda pequeno nos braços da Virgem, Cristo é o Bom Pastor, já contempla a pequena ovelha, por quem dará sua vida: Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas (Jo 10.11). Sua atitude é reflexo da sua terna compaixão pela humanidade: “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido (Lc 19.10).”. Seu braço segurando a ovelha é a atitude de segurança e de resgate; envolvendo o pescoço de Maria deseja envolver sua Mãe na sua vocação de Apascentador. Jesus abraça sua mãe porque a ama e porque encontra nela ternura e calor e quer que todos os que o seguir também encontrem nesta mãe todo consolo maternal que vem do seu coração de Mãe e Apascentadora.

CRUZ e COROA – Estes elementos que estão nas mãos dos anjos representam a PAIXÃO, fazendo referência à doação da vida do Bom Pastor; foi por este caminho doloroso que Jesus entregou sua vida pelas suas ovelhas, “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou livremente”. (Jo 10,18).; a Cruz e Coroa são o trono e a glória do Filho de Deus que se contrapõe a honra que o mundo busca. O Bom Pastor é o transpassado que nós contemplamos, é aquele que dar sua vida a cada passo da Paixão. O caminho da cruz é a via segura da santidade de um Pastorista, encontrando em cada momento dolorosa uma oportunidade de abraçar a cruz para melhor se conformar ao Bom Pastor. A coroa é o chamado a humidade e não a busca de sucesso nesta vida, a busca de nós mesmos.

OVELHA - A ovelha representa o homem ferido pelo pecado a quem o Bom Pastor veio para resgatar das amarras do lobo, o demônio, “Certamente eu mesmo cuidarei do meu rebanho e dele me ocuparei. Buscarei a ovelha que estiver perdida, reconduzirei a que estiver desgarrada, pensarei a que estiver fraturada e restaurarei a que estiver abatida”. (Ez 34,11. 16). No ícone a ovelha experimenta o amor de Jesus que a contempla com compaixão, que a cura e que lhe oferece a sua infinita misericórdia; a ovelha ao mesmo tempo experimenta a ternura e bondade de Maria porque está junto ao seu coração materno; o homem resgatado não só experimenta o amor de Cristo, mas também o de Maria pela sua mão carinhosa que o sustenta com segurança e doçura. Somos também esta ovelha nos braços de Maria porque nossa relação com a Virgem bondosa é totalmente filial e nela nós nos apegamos e devemos deixar-nos amar por Ela.

Por fim, acolhamos a Virgem Apascentadora como Mãe misericordiosa e a invoquemos cotidianamente experimentando o amor maternal que brota do seu puro coração, amor consolador, confortador, misericordioso, terno e inigualável. Provemos nosso amor por Ela pelo constante e filial dialogo na oração, na renuncia de nós mesmos e na bondade com todos. 
 
 
 
Oração a Virgem Maria, Mãe Apascentadora.

Ó boníssima Virgem Maria, minha Mãe e Apascentadora da minha alma, eu me coloco sob a vossa maternal proteção, como ato de confiança e abandono ao vosso amor.
Consagro-te meu coração, minha vida e minha vocação, pois sendo teu obterei o que anseio, a minha conversão e santificação.Suplico-te que me guieis, protegeis e defendeis dos assaltos do demônio.
Ó Mãe do Bom Pastor, apascenta-me para que eu alcance à páscoa da vida eterna.Amém.

Maria, Mãe Apascentadora.
Rogai por nós.